Consulta do Viajante

Consulta do viajante: o que é, para que serve e como fazer por teleconsulta

Publicado a Atualizado a 9 min de leitura

Revisto por Dra. Cristina Costa

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O que é a consulta do viajante?

A consulta do viajante é uma consulta de medicina preventiva. Destina-se a quem vai viajar para fora da Europa ou para zonas com riscos de saúde específicos. É feita por um médico com formação em medicina do viajante.

O objetivo é simples: chegar ao destino preparado. O médico olha para a situação concreta do viajante, e não para um destino genérico. Avalia as vacinas que já tem, as doenças que já teve ou tem, os medicamentos que toma, o tipo de viagem (lazer, trabalho, voluntariado, aventura) e as características do destino. Com base nisso, o viajante recebe um plano feito para si e para aquela viagem.

A consulta pode ser feita por teleconsulta, com o mesmo rigor de uma consulta presencial e sem deslocações.

Quem deve fazer a consulta do viajante?

Qualquer pessoa que vá viajar para:

  • Países tropicais ou subtropicais (África subsariana, América Latina, Sul e Sudeste Asiático)
  • Zonas com risco de malária
  • Países que exigem vacinas para entrar (por exemplo, febre amarela)
  • Destinos com surtos ativos de doenças infeciosas
  • Zonas remotas, com acesso difícil a cuidados de saúde

Algumas pessoas beneficiam ainda mais da consulta, porque o risco ou as recomendações mudam com a sua situação.

QuemPorquê
GrávidasAlguns destinos são desaconselhados (por exemplo, zonas com surtos de zika). A malária é mais grave na gravidez. Nem todos os medicamentos e vacinas podem ser usados.
CriançasO esquema de vacinas é diferente do adulto. Alguns medicamentos de prevenção têm limites de idade ou de peso.
Pessoas com doenças crónicasDiabetes, doenças do coração, doenças renais ou imunidade baixa alteram o risco e as recomendações. Algumas vacinas podem estar contraindicadas.
Pessoas com mais de 65 anosMaior risco em algumas infeções. Mais medicação habitual, logo mais interações possíveis.
Viagens longasMais tempo de exposição, por isso mais preparação.
Trabalho humanitário ou de saúdeContacto com populações doentes e condições de saneamento precárias.

A consulta é também útil para quem viaja com frequência e quer manter as vacinas em dia.

Quando se deve fazer a consulta do viajante?

O ideal é marcar 4 a 6 semanas antes da partida. Este prazo permite:

  • Completar as vacinas que precisam de mais do que uma dose
  • Dar tempo ao corpo para criar proteção (a maioria das vacinas demora cerca de 2 semanas)
  • Começar a prevenção da malária a tempo (alguns medicamentos iniciam-se 1 a 2 semanas antes)
  • Comprar a medicação de viagem com calma

Quem vai partir daqui a menos de 4 semanas deve marcar na mesma. Várias medidas têm efeito imediato, e o médico adapta o plano ao tempo disponível. Mesmo na véspera da viagem, a consulta compensa.

O que é avaliado na teleconsulta do viajante?

A consulta parte de duas perguntas: quem é o viajante e para onde vai. O médico cruza o historial de saúde com os riscos do destino e constrói um plano à medida. O médico confirma as vacinas de rotina, avalia as vacinas de viagem necessárias e aprofunda cada tema de acordo com o destino e o perfil de quem viaja.

Destino, itinerário e tipo de viagem

O risco não depende só do país. Depende da região visitada, da duração da estadia, do tipo de alojamento, das atividades previstas (safári, mergulho, trekking em altitude, voluntariado) e da época do ano. A estação das chuvas, por exemplo, aumenta o risco de malária e de dengue.

Situações de saúde específicas

Gravidez, diabetes, hipertensão, doença renal, imunidade baixa ou medicação crónica mudam as recomendações. O médico analisa cada caso e adapta vacinas, medicação e conselhos. Em alguns casos, aconselha adiar ou alterar a viagem.

É possível fazer a consulta do viajante por teleconsulta?

Sim. Na Lusitana Saúde, a consulta do viajante faz-se por videochamada com um médico com formação em medicina do viajante. A avaliação dos riscos, as recomendações de vacinas, a prescrição da prevenção da malária e o kit de viagem são tratados à distância.

Como funciona:

  1. Aceder à página da consulta do viajante e escolher o dia e o horário (manhã, tarde ou noite, 7 dias por semana)
  2. Pagar online de forma segura por Multibanco, MB WAY ou cartão; após confirmação, é enviado por email o link de acesso à videoconsulta
  3. Realizar a teleconsulta por videochamada no horário escolhido
  4. Receber as receitas e as orientações por escrito, em formato digital, por email

Para a maioria dos viajantes, a teleconsulta é suficiente. As vacinas são administradas presencialmente, numa farmácia, centro de saúde ou centro de vacinação internacional. O médico indica onde e como as fazer, com as receitas necessárias.

O que ter à mão na teleconsulta do viajante?

  • Cartão de Cidadão
  • Boletim de vacinas ou registo de vacinação, em papel ou digital, se existir
  • Lista dos medicamentos que toma (nome e dose)
  • Itinerário: destinos, datas, alojamento e atividades previstas
  • Telemóvel, tablet ou computador com câmara, microfone e boa ligação à internet

Sem o boletim de vacinas, a consulta faz-se na mesma. O médico adapta as recomendações à informação disponível.

Vão viajar várias pessoas? Cada uma precisa da sua consulta

A consulta do viajante é individual. Cada pessoa deve marcar a sua, mesmo que viajem juntas, para o mesmo destino e nas mesmas datas.

Há três razões para isso:

  • As recomendações são pessoais. Dependem das vacinas que cada um já tem, das doenças e dos medicamentos de cada um. Um casal com o mesmo itinerário pode sair da consulta com planos diferentes.
  • As receitas são nominais. O médico só pode prescrever para a pessoa identificada na marcação. Não é possível passar receitas para um acompanhante.
  • O tempo da consulta é reservado a um único utente. Avaliar bem duas ou três pessoas na mesma videochamada não é possível, e a preparação ficaria incompleta.

Quem viaja em família ou em grupo deve marcar uma consulta por pessoa, incluindo as crianças. É possível escolher horários seguidos no mesmo dia, para tratar de tudo de uma vez.

E depois da viagem?

A maioria das pessoas regressa sem problemas. Há, no entanto, dois sinais que não devem ser ignorados.

Febre após regresso de uma zona com malária é uma urgência, e pode surgir até várias semanas ou meses depois. O viajante deve procurar cuidados médicos no próprio dia e indicar onde esteve.

Diarreia que dura mais de 2 semanas, lesões na pele que não cicatrizam ou cansaço persistente justificam uma consulta. O viajante deve sempre informar o médico de que viajou e para onde.

Perguntas frequentes sobre a consulta do viajante

A consulta do viajante é obrigatória?

Não. Mas alguns países exigem certificado de vacinação contra a febre amarela para entrar. Alguns exigem vacina contra a meningite (peregrinação a Meca) ou prova de vacinação contra a poliomielite. A consulta do viajante é sempre recomendada para destinos tropicais, remotos ou com riscos específicos.

Quanto tempo antes da viagem se deve fazer a consulta do viajante?

O ideal é entre 4 a 6 semanas antes da partida, para dar tempo a completar vacinas e a iniciar a prevenção da malária. Quem vai partir mais cedo deve marcar na mesma, porque o médico adapta o plano ao tempo disponível.

Que vacinas são necessárias para viajar?

Depende do destino, da duração e do tipo de viagem. As mais frequentes são hepatite A, febre tifoide e febre amarela. Dengue, hepatite B, raiva, encefalite japonesa e cólera são avaliadas caso a caso. O médico confirma também as vacinas de rotina.

A prevenção da malária é sempre necessária?

Não. A malária só existe em algumas regiões, e o risco varia dentro do mesmo país. O médico avalia a zona, a época e a duração, e só prescreve quando há risco real. O medicamento depende das resistências locais e do estado de saúde do viajante.

Uma grávida pode fazer a consulta do viajante?

Sim, e deve. Alguns destinos são desaconselhados na gravidez, como zonas com surtos de zika ativos ou com malária. Algumas vacinas não podem ser dadas. O médico avalia o risco e adapta as recomendações ao trimestre da gravidez.

A consulta do viajante serve para crianças?

Sim. As recomendações são adaptadas à idade e ao peso. Algumas vacinas de viagem e alguns medicamentos de prevenção têm limites de idade. O médico avalia cada criança individualmente.

Pode fazer-se a consulta sem o boletim de vacinas?

Sim. Sem o boletim, a consulta faz-se na mesma e o médico adapta as recomendações à informação disponível. Quando existir, o boletim em papel ou digital ajuda a confirmar as vacinas já administradas.

Quem viaja em grupo ou em família pode fazer uma única consulta?

Não. A consulta é individual, porque as recomendações e as receitas são pessoais e nominais. Cada pessoa, incluindo as crianças, deve marcar a sua, podendo escolher horários seguidos no mesmo dia.

É possível receber receitas na teleconsulta?

Sim. O médico pode prescrever a prevenção da malária, a medicação para a diarreia do viajante e os restantes medicamentos do kit de viagem. As receitas são eletrónicas e levantam-se em qualquer farmácia.

A teleconsulta do viajante é válida em Portugal?

Sim. A teleconsulta médica é uma forma legalmente reconhecida de prestar cuidados de saúde em Portugal. As receitas eletrónicas são válidas em qualquer farmácia. Para esclarecer a situação concreta de cada viagem, a teleconsulta com o médico é o passo recomendado.

Como marcar a consulta do viajante na Lusitana Saúde?

A marcação é feita online, em poucos minutos:

  1. Aceder à página da consulta do viajante e escolher o dia e a hora
  2. Pagar online de forma segura por Multibanco, MB WAY ou cartão; após confirmação, é enviado por email o link de acesso à videoconsulta
  3. Realizar a teleconsulta por videochamada no horário escolhido
  4. Receber as receitas e as orientações por email após a consulta

Fontes e referências

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