Infeções respiratórias

O que são as infeções respiratórias?

As infeções respiratórias são patologias que surgem quando um microrganismo (vírus, bactéria, fungo ou parasita) infeta uma ou mais partes do aparelho respiratório. A manifestação clínica da doença depende diretamente da área anatómica atingida:

  • Vias aéreas superiores: Rinite (nariz), Sinusite (seios perinasais), Faringite (faringe) e Laringite (laringe).
  • Vias aéreas inferiores: Bronquite, Bronquiectasias (brônquios), Pneumonia (pulmão) e Pleurite (pleura).

Embora a maioria destas infeções seja benigna, a sua elevada frequência e potencial gravidade representam um sério problema de saúde pública. Globalmente, as infeções respiratórias são responsáveis por cerca de quatro milhões de óbitos anuais. Em Portugal, a pneumonia é notavelmente a terceira principal causa de mortalidade, tendo levado a mais de 50 mil internamentos e quatro mil óbitos num único ano. Outras infeções cruciais incluem a tuberculose e a gripe.

Causas e fatores de risco

O aparelho respiratório está em constante contacto com o meio exterior, tornando-o um alvo permanente para agentes infeciosos. A entrada de microrganismos pode ocorrer por via inalatória (pelo ar), circulatória (pelo sangue) ou por aspiração de material infetado da boca ou vias aéreas superiores.

O principal fator de risco é a redução das defesas imunológicas, comum em:

  • Crianças e idosos.
  • Doentes com quadros de imunodeficiência (ex: VIH ou cancro).

Os vírus são os agentes mais comuns. No entanto, em infeções bacterianas, destacam-se frequentemente o Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae e Chlamydophila pneumoniae.

Manifestações clínicas

Os sintomas variam conforme a localização e a gravidade da infeção. De um modo geral, iniciam-se um a três dias após a exposição ao agente. As queixas mais comuns incluem:. 

  • Sintomas Gerais: Tosse, dor de garganta e no corpo, fadiga e febre
  • Sintomas Locais: Congestão e corrimento nasal.
  • Associações: Dor de cabeça ou facial (frequente na sinusite); conjuntivite (com alguns vírus).

Em situações que indiquem dificuldade na oxigenação pulmonar, como dificuldade respiratória, tonturas ou alterações da consciência, é imperativa uma avaliação médica urgente.

Diagnóstico e tratamento

O exame médico é o passo fundamental para a avaliação. Em muitos casos, o diagnóstico é clínico, não sendo necessários exames complementares.

Para casos mais graves, ou para identificar o agente etiológico, podem ser solicitados:

  • Imagiologia: Radiografia ou Tomografia Computorizada (TC) para avaliar os pulmões
  • .Testes Específicos: Provas de função respiratória e estudo laboratorial de expetoração ou outras amostras.
Abordagem Terapêutica

O tratamento é determinado pela localização, fatores de risco e pelo agente causador:

  • Infeções Virais: Não existe tratamento específico. O foco é o alívio sintomático (analgésicos, descongestionantes, antitússicos).
  • Infeções Bacterianas: Requerem antibióticos, que devem ser estritamente selecionados e prescritos pelo médico.

Atenção: É crucial evitar o uso precoce e desnecessário de antibióticos, pois não são eficazes contra vírus e contribuem significativamente para o risco de efeitos secundários e para o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Prevenção

Embora o aparelho respiratório possua defesas naturais, estas nem sempre são suficientes. A prevenção baseia-se em dois pilares:

Estilo de Vida e Hábitos:
  • Manter uma alimentação equilibrada e praticar exercício físico.
  • Não fumar, dado que o tabaco afeta a atividade das células imunitárias pulmonares, sendo um fator de risco major.
  • Evitar locais sobrepovoados, mal ventilados e poluídos, bem como mudanças bruscas de temperatura.

Imunização:
  • A utilização de vacinas (como a da gripe e a antipneumocócica) é altamente eficaz no aumento da resistência a infeções específicas.
  • Existem também medicamentos que estimulam as células imunitárias do aparelho respiratório e são administrados por via oral para aumentar a proteção contra infeções respiratórias recorrentes.

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